A MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL


A madeira situa-se como material renovável e com aproveitamento total, exige pouca energia para obtenção e produz pouca poluição quando industrializada. É o fato que a extração predatória e técnicas primitivas justificam aparentemente as críticas dos que se opõem a um uso mais intensivo da madeira na construção.



A tecnologia de construção de habitações de madeira começou a se desenvolver principalmente a partir de 1833, quando o arquiteto construtor Augustine D. Taylor concebeu um novo sistema para a construção da igreja de Saint Mary, em Chicago: os pilares de madeira roliça foram substituídos por montantes de dimensões muito pequenas (2x4”), mas com espaçamento reduzido, enquanto o revestimento passava a ser feito com tábuas diagonais que recebiam ainda um acabamento com tábuas ou sarrafos horizontais de juntas sobrepostas.

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Esse sistema ficou conhecido como BALÃO, por sua leveza e aparente fragilidade. No entanto, nada deve quanto à estabilidade e resistência aos sistemas convencionais. Da evolução do sistema balão surgiu outro sistema, chamado de estrutura em PLATAFORMA, cuja característica básica é a execução do piso antes das paredes. Ele forma uma superfície plana e segura sobre a qual as paredes são construídas. As paredes são normalmente executadas em painéis ou panos sobre o piso e depois levantados no seu lugar, temporariamente escorados, aprumados e pregados no sub-piso.

Outro avanço importante surgiu por volta de 1886, com o invento da madeira compensada ou contraplacada, que passou a substituir as tábuas na formação dos painéis; nas regiões mais chuvosas as tábuas continuaram a ser usadas no acabamento externo.

O sistema permite a venda de kits (pacotes), casas pré-fabricadas padronizadas. No Brasil, existem várias empresas especializadas nesse campo, entre elas a Madezzatti, a Brotto, a Bel Recanto e outras.

O principal risco do uso da madeira é a utilização inadequada, sem os tratamentos necessários para assegurar sua durabilidade e resistência. A princípio, devido ao bom poder de isolamento térmico (uma parede de 5 cm de madeira tem o mesmo coeficiente de transmissão de calor de uma parede de 30 cm de alvenaria ou de 75 cm de concreto), e a baixa inércia térmica (material leve que entra rapidamente em equilíbrio com o ambiente), são características que proporcionam conforto no frio e desconforto no verão.

Há, no entanto, técnicas de construção que tornam possível habitações com bom conforto ambiental mesmo em climas mais quentes. Essas técnicas basicamente são as paredes duplas que formam câmaras de ar e isolamento entre o forro e o telhado.

A rápida deterioração da madeira em climas tropicais é uma das maiores preocupações. É fundamental a proteção da madeira, inclusive através de detalhes construtivos que minimizem a exposição dela à umidade e às intempéries, como beirais largos e não contato direto com o solo, e tratamento com produtos químicos preservativos que assegurem maior durabilidade.

Além da sujeição da madeira ao ataque de agentes biológicos devido à sua natureza orgânica, existe o risco do ataque do fogo. Por essa razão, há de pensar bastante nos projetos habitacionais com grupamentos de casas. O problema do fogo pode ser solucionado com o revestimento de tintas incombustíveis e com a aplicação de ignífugos.

A impregnação da madeira com substâncias tóxicas lhe confere resistências aos agentes biológicos e a impregnação com produtos ignífugos aumenta a resistência ao fogo. Normalmente, a quantidade de produtos químicos exigida para retardar a combustão da madeira de forma significativa é bem superior àquelas necessárias para protege-las biologicamente. Por isso, o tratamento com ignífugos geralmente tem custo mais elevado do que o tratamento preservativo. Por outro lado, embora os produtos químicos empregados como retardadores de chama sejam de baixa toxidez, devido às quantidades empregadas normalmente, a madeira tratada contra o fogo fica também protegida contra o ataque de agentes biológicos.

As reservas naturais de madeiras mais nobres e duras estão se esgotando, porque só recentemente começou-se a tomar consciência dos prejuízos da exploração predatória, existe em contrapartida grandes florestas plantadas de madeiras mais pobres com o pinus e o eucalipto, de ciclos de crescimento rápido, mediante tratamentos adequados, podem apresentar desempenho semelhante ao das madeiras de lei. Esse tratamento pode ser feito nas próprias serrarias, através da instalação de usinas de preservação.

Os métodos de tratamento normalmente usados dividem-se em dois grupos: processos sem pressão e com o uso de pressão. Alguns dos métodos sem pressão: banho por imersão a quente, frio/quente ou frio; processo de difusão, processo de ascensão capilar, vácuo duplo. A maioria desses sistemas é aplicada com a finalidade de proporcionar à madeira proteção contra o ataque de agentes destruidores. Já os métodos a pressão (sendo o mais usado o de vácuo-pressão) permitem controlar a quantidade de preservante retido na madeira (o que não ocorre nos métodos sem pressão) e o grau de penetração. O controle de qualidade é, assim, mais eficiente, e a proteção da madeira impregnada mais definida.
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