A temática nazista ressignificada em obras de arte – confira algumas baseadas num dos períodos mais tristes da história

Sem muito esforço, podemos perceber que ecos do regime mais fascista e totalitário de que a humanidade tem notícia, o nazismo, continua ressoando nos 4 cantos do mundo.
Com certa frequência vemos crimes de intolerância motivados pelos ideais nazistas, nas mais diversas redes sociais, sites e blogs na internet. Foi o que vimos recentemente compartilhado nas mídias sociais, o caso do neonazista da Savassi, (região metropolitana de Belo Horizonte) pertencente a um grupo de extrema-direita e que agredia homossexuais e postava fotos de cunho racista no facebook.
Se por um lado, é triste e vergonhoso lembrar que houve este período infame e deplorável na sociedade, uma verdadeira mancha negra de toda a humanidade, por outro, há pessoas que usam a atrocidade para lhe dar uma ressignificação.

Arte e nazismo

Tema explorado não apenas nos campos da História e política, este marco negativo histórico foi transformado em arte por alguns escritores, cineastas e artistas plásticos; uma espécie de catarse feita por quem vivenciou de perto a experiência dos campos de concentração no período nazista.

Diário de Anne Frank

Jovem alemã de origem judaica, seu livro “O diário de Anne Frank” é a maior referência literária no tocante ao nazismo. O livro traz relatos da jovem que morreu com apenas 15 anos, num campo de concentração. Publicado postumamente em 1947, dois anos após sua morte, o diário descreve a vida da protagonista e o cotidiano das pessoas que enfrentavam diariamente a dura condição de sobreviver com medo.

Maus

A história do holocausto e dos campos de concentração, e toda paranoia de se tentar viver sob estas condições, é apresentado de modo inovador por meio de uma HQ.
Roteiro incrivelmente bem elaborado, uso de metalinguagem (o narrador da história é um quadrinista) e veracidade apoiada por traços irreparáveis de Art Spiegelman, são pontos que fazem de maus, um dos quadrinhos mais representativos e épicos de todos os tempos.
Além de narrar experiências que o pai do autor sofreu nos tempos do holocausto, os personagens são representados feito uma fábula. Os alemães são os gatos e os judeus os ratos, ilustrando bem as características daquele tempo. Os americanos, por sua vez, são os cachorros e os poloneses, porcos!
O livro foi publicado no Brasil e está disponível pela Companhia das Letras. Uma verdadeira obra de arte, desde sua concepção, até o projeto gráfico e acabamento do livro.

O Diário de Helga

Uma das raras crianças sobreviventes das verdadeiras crianças que ocorreram nos campos de concentração foi Helga. Fazendo suas escritas as escondidas e desenvolvendo a arte do desenho ao longo dos tempos, seu relato comove a todos. Seja na escrita, seja nas gravuras que retratam a vida e o desespero do período.
Jogada aos 13 anos em Aushwitz, a jovem tcheca imprime nas folhas da narrativa, suas mais fortes impressões.
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