A volta dos que não foram? Entenda a volta ou permanência do disco de vinil

No início, eles eram chamados de bolachões, devido à grossura. Os avanços tecnológicos e o tempo se encaminhara de torná-los cada vez mais finos e também o formato menor de 7’ ( sete polegadas), os chamados compactos.
Os anos 80 foram o ápice de posteriormente a decadência deste formato de se distribuir música. A praticidade do compact disc, bem como a tecnologia de ouvir um som sem chiados, tornou o vinil ultrapassado e obsoleto para alguns, muito embora, entendedores de música se mostraram críticos quanto ao som do cd, que não reproduzia um som fiel como o do vinil analógico.
Talvez não seja do seu tempo, mas seu pai, sua mãe, e avós, dançaram muito em bailinhos nos aos 50, 60 e 70, ao som destes queridos discos que pareciam fadados apenas a serem objetos de museus ou decoração vintage.
Com o advento e avanço dos CDs e posteriormente da música digital na internet altamente disseminada por meio do mp3, o vinil perdeu ainda mais força perante o público consumidor e ficou relegado aos sebos, em cantos jogados e empoeirados para alguns saudosistas que ainda viam graça no LP.

Paradoxo tecnológico

Se por um lado o vinil se tornou obsoleto e o mp3 engoliu diversos formatos antigos (fita k7, vinil e cd), a mesma tecnologia de mp3 foi apontada por ser responsável pela falência da indústria fonográfica.
Quase ninguém paga para baixar músicas na internet, e o mp3 é cad vez mais, visto como descartável. Pessoas acumular arquivos em seus HD’S e pen drives, e sequer, ouvem ou digerem o conteúdo.
Sendo assim, a pirataria se sobressai e aquele lance bacana de pegar um disco ou cd, faixa a faixa e ler o encarte junto, praticamente não existe mais.
A volta do vinil, em termos nacionais, tendo em vista que ele sempre permaneceu forte na gringa, demonstra esta vontade de ter algo mais real nas mãos. É uma maneira de ver a música como arte e como cultura, e não tão somente como distribuição em massa de conteúdo não assimilado e somente virtual.

Novos títulos no mercado

Com o vinil, o mercado fonográfico dá índicos de ao menos respirar, mesmo que o mesmo se encontre na UTI e sem previsões de melhora. Novos nomes da MPB, como Tulipa Ruiz, Criolo,e artistas com já algum tempo de estrada e sucesso na mídia, como Los Hermanos, Planet Hemp,Pitty, e principalmente nomes da cena underground, desconhecidos do grande público, como Ódio Social, Questions, Againe, ente outros, fazem questão de lançar seus discos em vinil.
Toda esta questão nos faz pensar no quão irônico é o avanço da tecnologia. Hoje vemos celulares com tamanhos maiores, lembrando os chamados tijolos da década de 80, e o vinil voltando com força total. Não é difícil perceber que, querendo ou não, a tecnologia se reinventa por meio de ciclos.
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