Fofurice ou Apego à Adolescência?

Você mulher de 25 anos ou mais, trabalhadora e provedora do seu consumo. Você passa na frente de uma papelaria e vê um caderno da Pucca e faz “owwnnn”. E pega. E olha pro lado e vê um estojo da Pucca e pensa “ah, entrei num curso de inglês agora, vou precisar!”. E aí olha para o outro lado e vê toda sorte de lápis e canetas da... Pucca. E por aí vai, quando você se dá conta, está com uma cestinha inteira recheada de coisas da Pucca.
É comum que mulheres gostem de acessórios e coisinhas bonitinhas e fofas e que usem de alguma forma. Só que ás vezes, se usarmos tudo o que achamos “own”, parece que somos adolescentes com caras de velhas.


O interessante é que vemos cada vez mais mulheres que não se importam em demonstrar excessivamente seu lado infantil. Vamos lá: não estou dizendo que ninguém pode saber que gostamos do Piu-Piu, mas ter a mochila, o chinelo, usar uma camisa e um brinco, tudo de uma vez do personagem, fica muito estranho.
Se gosta de um personagem infantil, você pode dosar. Pode ser apenas uma capinha do celular, ou o prendedor de cabelo, o lápis, o caderninho... mas uma coisa de cada vez. Senão, ao invés de ser “a garota fofinha”, você vai ser “a garota estranha e infantil”. E olha que vocês estão lendo um texto escrito por uma fã da Betty Boop. Tenho bastante coisas dela, mas tento dosar: uma caneta aqui, uma bonequinha ali, uma caneca acolá... e por aí eu vou disfarçando estranha minha obsessão.
Outra coisa: você não acha que já está meio velha pra tirar mil fotos do seu rosto ou fazendo biquinho cazamigue para por no facebook não? Ou então, para falar com voz de criancinha com as pessoas quando precisa de alguma coisa? Fazer birra também entra nessa lista.
Infelizmente, nossa sociedade formou adultos infantilizados e mimados, que querem ter seus desejos atendidos a qualquer custo. Em contraponto a isso, o mundo de hoje exige de nós mulheres uma postura cada dia mais dura e decidida, para enfrentar as pressões do mercado de trabalho. No meio dessa contradição, ficam mulheres meio perdidas, sem saber direito se vão ter que tomar o lugar do macho alfa, ou se ainda podem ser adolescentes.
Isso vem ocorrendo com todos (ou vocês homens acham normal ficar horas na frente do PS3? Não, não é, vão arrumar um parafuso pra apertar, uma lâmpada pra trocar!), e ainda vai demorar um pouco para nos situarmos, saber direito o papel que devemos representar. Enquanto isso não acontece, por favor, menos Hello Kitty, ok?!
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