A Literatura Infantil e o papel do professor na formação de leitores

Se pensarmos em literatura adicionando o termo “infantil”, encontraremos segundo diversos autores, distintas definições. Uma que nos chama a atenção é a de Bárbara Vasconcelos Bahia: “Literatura infantil é todo o acervo literário eleito pela criança”. Esta afirmação vai de encontro à ideia de Cecília Meireles, de que “não haveria uma literatura infantil à priori, mas à posteriori.”
De fato, a literatura é a mesma para crianças e adultos, no entanto, os professores devem buscar com discernimento, os livros que alcancem o coração dos alunos dessa faixa etária infanto-juvenil.
Coração no sentido de tocá-los pela beleza, pelo encantamento e pelo sonho. Levar para a criança, mais aberta ao aspecto lúdico, à descoberta das letras, da literatura, por meio de obras criativas que proporcionem antes de tudo, prazer ao leitor.



Direcionando os livros corretos

É preciso que o professor direcione seu público infantil a livros que emocionem, cative, ao invés de livros carregados apenas de tom moralizante, um dos defeitos da literatura infantil, que desempenham o efeito contrário do prazer, criando a rejeição do leitor em formação.
Podemos afirmar que o professor é um dos responsáveis pela criação do hábito da leitura da criança. Seu papel é de grande valia, uma vez que ele pode criar ou destruir este hábito, de acordo com sua escolha dos livros e a forma como aborda a literatura em sala de aula.
Entreter é um dos principais aspectos para que se desperte na criança o gosto pela leitura. Pensando nisso, o aspecto criativo de como o professor irá trabalhar a literatura com seus alunos é determinante no futuro desse leitorzinho em formação (a criança).

Adequando as escolhas literárias à oralidade

Ensinar a ler, é uma arte. Uma estratégia que pode ser adotada é trazer as obras escolhidas no trabalho em sala para a oralidade, contando a história e interpretando, trazendo assim a criança para mais perto da história, num momento de verdadeira recreação.
É necessário que o professor escolha com critério, livros que atendam as necessidades das crianças. Livros que trabalhem temas que façam parte do mundo da criança, portanto, a ilustração também é um aspecto relevante para que a criança simpatize com o livro e tenha contato com o objeto estético, o manuseie e se encante com ele. Se o livro for sem graça, sem cores, carregado de lições de moral, a criança irá achá-lo chato e irá rejeitá-lo.
Desta forma, a Literatura Infantil é definida não por quem escreve, mas por quem a lê, e resta ao professor, auxiliar o leitor nesse processo, orientando o aluno a ler livros que proporcionem beleza, arte, emoção, e fundamentalmente prazer, pois essas características incentivarão o aluno a ler novamente e desenvolver sua sensibilidade literária.
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