Morte de Margareth Thatcher repercute nas redes sociais: amor e ódio

Política britânica apelidada de “dama de ferro” faleceu na última segunda, dia 8 de abril, Margareth Thatcher. É notório que celebridades e pessoas públicas, sejam elas ligadas ao universo artístico ou político, despertam paixões positivas e negativas, dividindo assim, opiniões.
No entanto, mesmo que muitos diplomatas e outros políticos lamentem o falecimento da mulher que governou com mãos de ferro a Grã-Bretanha , nas ruas e mídias sociais, o que percebemos foi alegria e comemoração com a morte de Margareth Thatcher.
Primeira-ministra no período entre 1979 até 1990,sua política direitista e conservadora, além de ser responsabilizada pela onda de desemprego e crises que se acometeu a economia inglesa na época, são alguns dos motivos que justificam tamanha antipatia do povo com a rainha.
Quando o lord Tim Bell veio a publico e disse "É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã”, um clima de festa tomou conta das ruas e espelhou-se em redes sociais como Facebook.


O atual primeiro-ministro David Cameron, também veio a público manifestar seu pesar:

"A verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou o nosso país. Ela salvou o nosso país. Ela morre como a maior primeira-ministra do Reino Unido em tempos de paz."
Repúdio e festa
Não é de hoje que Margareth desperta a ojeriza de alguns setores sociais, principalmente da classe trabalhista e dos músicos. Para quem não sabe no auge do movimento punk em 1977, o hino mais irônico do movimento punk, entoado pelos Sex Pistols, era uma homenagem ás avessas para a dama de ferro.
Os versos de “God save the Queen” dizem:
Deus salve a rainha/Seu regime fascista
Fez de você um retardado/Bomba-H em potencial
Deus salve a rainha/Ela não é um ser humano
Não há futuro/Nos sonhos da Inglaterra”.
Este provavelmente foi o hino das festas vistas nas ruas em Londres e Escócia, após a notícia do falecimento. Pessoas munidas de cartazes com dizeres como “the bitch is dead”, e posters com o retrato de Margaret sendo queimados, deram a tônica das comemorações.
Não foi difícil notar comentários no Facebook e Twitter, se referindo ao fato como “ a melhor notícia que tive no ano”.
Um crítico ferrenho: Morrissey
Vocalista do grupo inglês de maior sucesso no cenário musical depois dos Beatles, o eis cantor do The Smiths, Morrissey, foi um dos principais críticos da dama de ferro.
Em carta aberta após a morte da rainha, ele afirmou que “Thatcher é lembrada como a Dama de Ferro só porque ela possuía apenas traços negativos, como uma teimosia persistente e a determinação em se recusar a ouvir os outros.”
A carta prosseguiu com “Thatcher será lembrada com carinho por sentimentalistas que não sofreram sob a liderança dela, mas a maioria das classes operárias do Reino Unido já a esqueceram”. 
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