Racismo, intolerância e homofobia: preconceito nas redes sociais

De uns tempos pra cá, uma palavra em especial entrou no vocabulário de muitas pessoas: homofobia.
É bem provável que você tenha escutado alguém no ônibus falar, no rádio, lido no twitter, onde o termo ficou entre os primeiros nos trendic topics. Temos na mídia o deputado Feliciano, nome do momento “só que não”, que é inclusive acusado de ser homofóbico.
Nas redes sociais como Facebook, entre outros, comunidades, páginas e mais páginas, quase em sua totalidade, de protestos contra o político em questão, têm chamado a atenção. A repercussão negativa ao fato dele ter sido nomeado presidente de uma comissão voltada aos direitos humanos se deve ao fato de Feliciano tecer comentários tidos como racistas e homofóbicos em sua página do twitter.

Até celebridades, como a cantora Daniela Mercury, que veio a publico assumir uma relação homo afetiva, citou o deputado, criticando a postura do mesmo como homofóbica, o que gerou a hashtag #chupafeliciano no Twitter.
Mas você sabe exatamente o que esta palavra, da qual acusam o tal deputado presidente da Comissão dos direitos Humanos quer dizer? Segundo o dicionário mais respeitado da Língua Portuguesa, o Houaiss significa: “Aversão à homossexualidade”.
Abaixo assinado, petições online e a participação da opinião pública, além da presença das pessoas protestando no plenário das sessões presididas por Feliciano, trazem à tona a força das redes sociais em questões políticas e também o cuidado que se deve ter ao tecer comentários no mínimo, polêmicos na rede.
O deputado tentou se defender, alegando que foi mal interpretado nos seus dizeres e se disse vítima de perseguição religiosa. Por outro lado, diversos evangélicos se posicionaram contrários ao deputado, criando outro protesto com imagens no facebook, onde seguravam cartazes com os dizeres “Sou evangélico, mas Feliciano não me representa”. Marco Feliciano responde a processo no Supremo Tribunal Federal sob as acusações de estelionato e homofobia.

Maior rigor na legislação

Talvez, devido algumas brechas legislativas, as pessoas acham que podem fazer piadinhas ou tecer comentários maldosos relativos a raça, cor, credo, escolha religiosa ou opção sexual, quando na verdade, isto pode significar crime, seja na oralidade , seja tecendo textos na rede mundial de computadores.
Um substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 , que fala sobre a criminalização da homofobia foi apresentado á Câmara. Segundo Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos, “Somente aprovando uma lei clara, que responsabilize os que pratiquem os crimes de ódio e preconceito nos casos de orientação sexual, teremos condições de proteger as pessoas dessa violência”.
Na verdade, sendo ou não o caso do pastor deputado, o fato é que os crimes virtuais e reais, de intolerância, acontecem com certa frequência.
Para ficarmos no campo da rede apenas, é comum encontramos sites e páginas que pregam o ódio contra as diversidades, sejam elas sexuais, de gênero, xenofobia, deficientes e outros.
Se você perceber algum site com este tipo de conteúdo, denuncie o mais rápido possível.
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