Shows internacionais no Brasil: Bad Brains e The Cure

Duas lendas da música, cada uma em seu segmento respectivo, se apresentaram em terras brasileiras.
De um lado o Bad Brains, grupo seminal da cena punk- hardcore, conhecido por mesclar reggae e dub com a fúria e atitude do punk rock. Do outro, um dos maiores expoentes da cena dark gótica dos anos 80, o The Cure. Nós fomos lá conferi de perto estes eventos e trazemos agora para você conferir neste artigo, o que rolou.

Bad Brains: quando a lenda decepciona boa parte do público

Parece que nossa impressão ao sentir a vibe ao vivo no show foi compartilhada, senão por todos, pela grande maioria dos presentes. Ao menos foi o que percebemos nos comentários via redes sociais e facebook após o show do dia 05/04/2013. Antes da banda principal da noite, a abertura ficou por conta do eficiente grupo paulista Paura.
Veterano na cena underground e com tour marcada na gringa e tudo mais, eles deram um pouco de metal e peso para deixar o público, formado por punks, fãs de Bob Marley e mocinhas estilo patricinhas, bem ligado.
A ansiedade exalava do ser de cada um ali presente. Bad Brains é como uma lenda, do mesmo naipe de um The Clash ou Ramones, para muitos. E era a primeira vez que a formação original, com o biruta vocalista H.R se apresentava nos palcos brazukas. Já na introdução e nos primeiros acordes de “atittude”, o Via Marques, em São Paulo (casa que abrigou o espetáculo) veio abaixo e o público, insano, não parava de se mexer.
A sequência do show foi deixando a desejar para alguns. É que o frontman H.R parecia não estar lá. Ele pouco interagia, usava um fone de ouvidos, dando a sensação de que ouvia outra coisa, menos a banda tocando. Tanto é verdade que ele não cantava a maioria das músicas, deixando a tarefa para o público, este sim, interagindo do início ao fim.

The Cure: a cura para milhares de fãs em uma noite de sábado

Delirante, avassalador, hipnótico, surreal, foram alguns dos adjetivos mais deflagrados pelos presentes ao show da banda inglesa The Cure, que aconteceu no último sábado e que contou com uma multidão que esperava há décadas pela volta dos reis do dark anos 80.
Realizado na Arena Anhembi, o quarteto inglês desfilou por mais de 3 horas, nada menos que 40 sons no set list, abrangendo todas as fases da carreira, incluindo os principais hits e alguns “lados b’s”, e por mais que o show fosse longo, e a atmosfera muitas vezes fosse um tanto quanto arrastada e sombria, elementos típicos do som da banda, o público não tirava os olhos do palco.
Hipnotismo musical que deve todas as honras ao mestre Robert Smith, que com 50 anos, continua atuante, criativo, e mostrando que há ainda muito que se esperar do grupo.
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