Arte, música e cultura: o desconhecido mundo underground

Entende-se por underground, todo aquele cenário subterrâneo, escondido, e que sobrevive muitas vezes alheio a superfície da mídia.
Neste sentido, a arte produzida muitas vezes no cenário underground apresenta uma qualidade única, ímpar, e livre de conceitos fechados e pasteurizados, incutidos em pseudo artes mais acessíveis ou que costumam ser massificadas ao grande público.
Na contramão da história e agindo como uma verdadeira contracultura, a arte underground sobrevive e muito bem no circuito independente, seguindo cada vez mais forte.
Escritores, bandas, músicos, cinemakers , ilustradores, e diversos produtores culturais, criam suas artes longe do grande foco da mídia.
Confira alguns exemplos destes artistas que você provavelmente jamais verá no horário nobre da TV, tampouco na capa das revistas.

O cinema zumbi de Peter Baiestorf

Em épocas onde o VHS reinava e o DVD era ainda uma promessa, este maluco cineasta começou a produzir intensamente uma série de longas e curta metragens onde a capa dos filmes eram reproduzidas por meio de fotocópias.
Foi assim, apoiado na estética DIY – do it yourself (faça você mesmo), que Peter começou a escrever seu nome no cinema alternativo, independente, ou seja lá qual o rótulo queiram dar ao trabalho original deste cara. Os temas giram em torno do caos, bizarrices, sexo e zumbis. Destaque para sua mais recente produção, Zombio 2, com atuação esmagadora da diva do cinema alternativo Gisele Ferran.

Flávio Grão: existencialismo e reflexão por meio da arte

Talentoso e de uma sensibilidade impressionante, o artista plástico Flávio Grão apareceu na cena por meio dos fanzines, bem populares nos anos 80 e 90 e que voltaram com tudo agora.
Hoje, sua arte estampa galerias, paredes privilegiadas de alguns locais, e capas de alguns CDs, sempre trazendo cenários metropolitanos e o modo como somos sufocados pelo sistema capitalista vigente.
Vale a pena conferir e refletir com as pinturas e ilustrações deste grande artista desconhecido do grande público.

Eduardo Andrade: Questions

Com a tag SPHC, o cara que também é vocalista da banda paulistana de metal core Questions, é adepto da street art. Calcado na temática revolucionária, seus desenhos e artes são vistas nos trabalhos de seu grupo, como nas ilustras dos CD’s e vinis, e nas ruas.

Som extremo e não comercial

Os fãs do gênero de música mais barulhenta ou contestadora, encontram no cenário underground e nas redes sociais, a melhor maneira de difundir sua arte e trabalhos, exatamente para o público interessado neste estilo.
Zilhões de bandas e selos investem neste estilo. Uma boa dica é a coletânea 50 tons de ódio, idealizada pelo músico e escritor Nenê Altro e pelo seu selo teenager in a box. Neste CD, 50 bandas tocam canções de protesto de no máximo 1 minuto. São nada menos que 50 bandas. Entre elas, nomes já conhecidos do cenário, como Negative Control e Blind Pigs, além de novos projetos, como o interessante grupo Cannibal Coffee, que mistura nuances de doom metal com punk e hip hop.  
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